terça-feira, dezembro 7, 2021
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Fras-le fecha trimestre com o melhor resultado em 10 anos

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Crédito
Foto Julio Soares, Divulgação

Apesar da recuperação, diretoria da empresa mantém otimismo moderado para os próximos meses

A Fras-le, controlada das Empresas Randon, reverteu no terceiro trimestre os resultados negativos do período anterior, alcançando resultados históricos. A receita líquida cresceu 36% sobre o mesmo período do ano passado, totalizando R$ 453,6 milhões, e a bruta, 35%, para R$ 647 milhões. A companhia gerou EBITDA de R$ 94,2 milhões, aumento de 118%, e fechou o período com lucro líquido de R$ 41,7 milhões, incremento próximo a 250%. De acordo com a diretoria, o desempenho trimestral é o melhor dos últimos 10 anos da empresa.

A performance é atribuída, principalmente, à implementação da estratégia desenvolvida para gerar ainda mais competitividade ao negócio, focada na expansão das receitas e oferta de produtos, por meio de aquisições, e pelo processo de adequações que a empresa vem passando desde o final de 2018, que incluiu uma série de ações, como investimento em tecnologia, readequação de linhas, alterações de processos para ganho de produtividade e reduções de custos. “Esses movimentos foram fundamentais para os resultados deste trimestre e contribuíram para o fortalecimento da atuação nos mercados interno e externo. Mesmo com os desafios da pandemia da covid-19, conseguimos evoluir nos indicadores de receitas e de rentabilidade”, salientou o CEO Sergio L. Carvalho. Na composição da receita do trimestre já há reflexos da aquisição da Nakata, com a consolidação de valores a partir de setembro.

O desempenho foi fortemente influenciado pela retomada na reposição de itens para veículos leves, movimento justificado pela mudança de hábito do consumidor, que passou a priorizar o transporte particular e deu preferência a viagens curtas rodoviárias em lugar de usar o modal aéreo, o que gerou aumento de necessidade de peças para manutenção. Adicionalmente, a diretoria cita a melhora do mercado externo, principalmente em razão da abertura gradual das fronteiras, recomposição de estoques dos clientes e taxa de câmbio favorável. Somado a isto, o mercado estava desabastecido e alguns distribuidores iniciaram a recomposição dos estoques a níveis normais.

Mesmo com o resultado histórico, a empresa mantém otimismo moderado para a recuperação econômica. “Sabemos que teremos alguns pontos de atenção para os próximos meses, como a inflação que vem sendo observada em alguns indicadores e a dificuldade para a aquisição de matérias-primas”, destaca o diretor de Relações com Investidores, Hemerson de Souza.

No acumulado de nove meses, a empresa acumula receitas bruta de R$ 1,539 bilhão e líquida de R$ 1,075 bilhão, incrementos de 6,6% e 8,1% em relação ao mesmo período de 2019. O Ebitda aumentou 52,7%, para R$ 174 milhões, e o lucro líquido, 43,1%, para R$ 53,6 milhões. A margem líquida dos nove meses é de 5%.

Na composição da receita líquida, o mercado interno participou com R$ 529,3 milhões no acumulado de nove meses, alta de 4,5%. O valor dos negócios externos, que incluem exportações e resultados das controladas do exterior, avançou 11,9%, para R$ 546,2 milhões. Por linha de produtos, a reposição contribuiu com 87,4%, somando R$ 941 milhões, incremento de 9%. A receita com montadoras foi de R$ 134,5 milhões, elevação de 2,2%.

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